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Auditório Municipal de Vila do Conde
26
Sep

26
Sep
2026
21h00 | Estreia absoluta
Dança
Palcos
Coisa-Ponta
Ana Rita Teodoro e Márcia Lança

Bilhetes

Bilheteira

Preço

10 € | bilhete combinado triplo (permite acesso a "Respirar", de Supernova Ensemble + Sandro Aguilar + "Afterlight Terminal", de Lord Tusk)

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Venda Física

Auditório Municipal de Vila do Conde
Coisa-Ponta
© Violena Ampudia
* 22.º Circular Festival de Artes Performativas *

"Uma coisa certa mais uma cuisa errada

Quando éramos pequenas esfolámos os dois joelhos, de joelhos esfolados subimos uma escada muito alta, mais alta que o pinheiro, mais alta que o cipreste. Continuámos a subir, escadas que se transformavam em torres, torres que se transformavam em palácios. Parecia que a primavera nos pregava uma partida. Então decidimos que dali nunca mais mentiríamos, dali para a frente nunca mais seríamos nós. Então caímos de alto a baixo, onde mais baixo não havia e gritámos! Gritámos durante anos um grito velho e bolorento, até que da nossa boca saiu um grilo amigo do grito. Olhámo-lo e perguntamos: quando chega a neve? quando acaba o tempo? quando começam as festas? Ele respondeu: cri cri."

Coisa-Ponta nasce de uma afinidade antiga entre Ana Rita Teodoro e Márcia Lança: quando em 1999, viram, pela primeira vez, arte surrealista juntas. Este evento abriu uma brecha fascinante que as levou a entrar num fazer artístico guiado por um adormecer daquilo que na intenção é de propósito como forma de aceder ao inimaginável. O surrealismo permitiu-lhes também um espaço múltiplo que nenhuma disciplina por si só lhes proporcionava – ser surrealista é Coisa-Séria.
Neste trabalho, procuram colocar a sua afinidade ética e estética em conversa com as técnicas e processos surrealistas. Activando os seus modos de fazer enquanto estratégia de composição – o cruzamento de matérias, a desactivação da acção consciente, o juntar de coisas que, à partida, estariam separadas – Coisa-Ponta cria um espaço díspar onde o sensível e o não-sentido operam como rainhas aleatórias.
Nesta criação propomo-nos pensar e questionar o que significa ser uma mulher surrealista em 2026, e de que forma esse legado continua a ressoar e a transformar as práticas artísticas contemporâneas.

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* 22.º Circular Festival de Artes Performativas *

"Uma coisa certa mais uma cuisa errada

Quando éramos pequenas esfolámos os dois joelhos, de joelhos esfolados subimos uma escada muito alta, mais alta que o pinheiro, mais alta que o cipreste. Continuámos a subir, escadas que se transformavam em torres, torres que se transformavam em palácios. Parecia que a primavera nos pregava uma partida. Então decidimos que dali nunca mais mentiríamos, dali para a frente nunca mais seríamos nós. Então caímos de alto a baixo, onde mais baixo não havia e gritámos! Gritámos durante anos um grito velho e bolorento, até que da nossa boca saiu um grilo amigo do grito. Olhámo-lo e perguntamos: quando chega a neve? quando acaba o tempo? quando começam as festas? Ele respondeu: cri cri."

Coisa-Ponta nasce de uma afinidade antiga entre Ana Rita Teodoro e Márcia Lança: quando em 1999, viram, pela primeira vez, arte surrealista juntas. Este evento abriu uma brecha fascinante que as levou a entrar num fazer artístico guiado por um adormecer daquilo que na intenção é de propósito como forma de aceder ao inimaginável. O surrealismo permitiu-lhes também um espaço múltiplo que nenhuma disciplina por si só lhes proporcionava – ser surrealista é Coisa-Séria.
Neste trabalho, procuram colocar a sua afinidade ética e estética em conversa com as técnicas e processos surrealistas. Activando os seus modos de fazer enquanto estratégia de composição – o cruzamento de matérias, a desactivação da acção consciente, o juntar de coisas que, à partida, estariam separadas – Coisa-Ponta cria um espaço díspar onde o sensível e o não-sentido operam como rainhas aleatórias.
Nesta criação propomo-nos pensar e questionar o que significa ser uma mulher surrealista em 2026, e de que forma esse legado continua a ressoar e a transformar as práticas artísticas contemporâneas.

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Criação e Performance: Ana Rita Teodoro e Márcia Lança | Desenho de luz e Coordenação Técnica: Laura Salerno | Assistência e Colaboração em Luz: Jay Collin | Desenho de Som: Suse Ribeiro | Canções e Letras: Ana Rita Teodoro e Márcia Lança ('Música de Perigo' adaptada de uma composição original de Greg Moore para As Troianas de Eurípedes em 2001) | Acompanhamento de Voz: Mariana Camacho | Acompanhamento Dramatúrgico: Sofia Lapa | Assistência de Criação: Lucia Gianonni | Figurinos: Leen Van den Bogaert | Fotografia: Violena Ampudia | Olhar sobre os poemas: Miguel Pipa | Design de Libreto: Cláudia Lancaster | Tradução de Libreto: Joseph Owens | Audiodescrição: Escuta Plataforma (Inês Gonçalves, Isadora Dantas e Leo Perene) | Produção: Associação Parasita | Produtores Executivos: Andrei Bessa e Francisca Salema | Direcção de Produção: Catalina Lescano | Administração: Helena Baronet | Co-produção: Circular Festival de Artes Performativas, Alkantara Festival, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, VAGAR | Residências de criação: Estúdios Victor Córdon, Casa da Dança, Piscina, Forum Dança, Espaço Parasita | A PARASITA é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes desde 2020 e pela Câmara Municipal de Lisboa / RAAML desde 2024 | Agradecimentos produção Circular: Audio-descrição com o apoio Pé de Cabra, Lda
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