"PARAÍSO DE COURA" de Alfredo Cunha"PARAÍSO DE COURA" de Alfredo Cunha
PT

EN

Instagram

Facebook

Política de Privacidade

Teatro Municipal de Vila do Conde
Avª Dr. João Canavarro 4480-668 Vila do Conde
19
Sep

22
Nov
2026
16h00
"PARAÍSO DE COURA" de Alfredo Cunha
Alfredo Cunha

Comprar bilhetes:

A exposição “PARAÍSO DE COURA” do reconhecido fotógrafo Alfredo Cunha é dedicada ao Festival Paredes de Coura e reúne várias imagens - que vão muito para lá do palco onde acontecem os concertos - e histórias do festival recolhidas ao longo das últimas duas décadas. A mostra pretende oferecer uma viagem visual pelo ambiente, a música e os bastidores do festival, através do olhar atento de um fotógrafo habituado a documentar grandes momentos culturais e políticos da história recente


Valter Hugo Mãe refere em “A santa terra do rock.” nas páginas do livro Paraíso de Coura (pp. 20–23), o seguinte:

“Alguns olhares não observam simplesmente. Alguns olhares criam. O caso de Alfredo Cunha é paradigmático. Aquilo que vê induz identidade, pertença. O seu testemunho é seminal. Ele transforma a multidão numa nação. Tantas vezes, diante de uma fotografia do Alfredo Cunha, sinto que mais do que simplesmente ter visto ele o que somos, mostra como podemos ser para que exista uma batuta segundo a qual valha a pena seguir. As suas imagens são a nossa ética e servem de certa bandeira, porque são a exacta sinceridade do que há. Poucas vezes acontece de alguém criar um monumento fotográfico. Com Alfredo Cunha isso inverte. A sua natureza é essa. De monumento em monumento, levantando a essência das imagens, o lado profundo do que é o mundo. Escrevi há anos que o Festival de Coura devia ser prescrito pelos médicos e descontado no IRS. As pessoas tinham de ser mandadas para Coura nem que à força de dois empurrões, porque tudo no Festival nos cura. Já vi muita gente a melhorar da tristeza, mas também da marreca, do pasmo sem sentido, da inveja, da fealdade ou da gripe. Em Coura curam-se maleitas severas, como a virgindade depois da puberdade, essa coisa que começa a apodrecer. A maravilha aqui não se explica, ela é pura lucidez. Só de chegarmos à Praia do Taboão, onde instalam a festa, tudo aparece mais que a Nossa Senhora. Aparecem manifestações solares à meia-noite, estrelas mesmo verdadeiras que andam perto e que podem até vir do peito de alguém. Toda a gente é bela e aprende a amar. (...)


(...) De maravilha em maravilha, eis as graças abundantes pelos olhos do magnífico fotógrafo que prova tudo o que eu digo. Haverei de morrer muito velhinho a estalar os ossos no rock de Coura. Bonito e morto só de felicidade e amor.”

Share

A exposição “PARAÍSO DE COURA” do reconhecido fotógrafo Alfredo Cunha é dedicada ao Festival Paredes de Coura e reúne várias imagens - que vão muito para lá do palco onde acontecem os concertos - e histórias do festival recolhidas ao longo das últimas duas décadas. A mostra pretende oferecer uma viagem visual pelo ambiente, a música e os bastidores do festival, através do olhar atento de um fotógrafo habituado a documentar grandes momentos culturais e políticos da história recente


Valter Hugo Mãe refere em “A santa terra do rock.” nas páginas do livro Paraíso de Coura (pp. 20–23), o seguinte:

“Alguns olhares não observam simplesmente. Alguns olhares criam. O caso de Alfredo Cunha é paradigmático. Aquilo que vê induz identidade, pertença. O seu testemunho é seminal. Ele transforma a multidão numa nação. Tantas vezes, diante de uma fotografia do Alfredo Cunha, sinto que mais do que simplesmente ter visto ele o que somos, mostra como podemos ser para que exista uma batuta segundo a qual valha a pena seguir. As suas imagens são a nossa ética e servem de certa bandeira, porque são a exacta sinceridade do que há. Poucas vezes acontece de alguém criar um monumento fotográfico. Com Alfredo Cunha isso inverte. A sua natureza é essa. De monumento em monumento, levantando a essência das imagens, o lado profundo do que é o mundo. Escrevi há anos que o Festival de Coura devia ser prescrito pelos médicos e descontado no IRS. As pessoas tinham de ser mandadas para Coura nem que à força de dois empurrões, porque tudo no Festival nos cura. Já vi muita gente a melhorar da tristeza, mas também da marreca, do pasmo sem sentido, da inveja, da fealdade ou da gripe. Em Coura curam-se maleitas severas, como a virgindade depois da puberdade, essa coisa que começa a apodrecer. A maravilha aqui não se explica, ela é pura lucidez. Só de chegarmos à Praia do Taboão, onde instalam a festa, tudo aparece mais que a Nossa Senhora. Aparecem manifestações solares à meia-noite, estrelas mesmo verdadeiras que andam perto e que podem até vir do peito de alguém. Toda a gente é bela e aprende a amar. (...)


(...) De maravilha em maravilha, eis as graças abundantes pelos olhos do magnífico fotógrafo que prova tudo o que eu digo. Haverei de morrer muito velhinho a estalar os ossos no rock de Coura. Bonito e morto só de felicidade e amor.”

Month

agenda.cm-viladoconde.pt desenvolvido por Bondhabits. Agência de marketing digital e desenvolvimento de websites e desenvolvimento de apps mobile