A iniciativa “A Peça do Mês” pretende dar a conhecer, num espaço inesperado, algumas das peças do Museu de Vila do Conde, despertando a curiosidade e incentivando a sua visita. Todos os meses são apresentados, nos Paços do Concelho, diferentes objetos e documentos que integram as coleções do Museu.
Para o mês de julho o Museu de Vila do Conde selecionou um leque em renda de agulha de Bruxelas, pertencente ao acervo do Museu das Rendas de Bilros.
Não há uma data ou local preciso para a origem do leque, que começou, provavelmente, como simples folhas ou plumas usadas para refrescar. Há representações no Egito desde 3000 a.C., e o seu uso também é antigo na China, Grécia, Etrúria e Roma.
O leque teve várias funções ao longo da história: refrescar, afastar insetos, proteger do sol, esconder o rosto, servir em rituais religiosos, e até como símbolo de status, sedução e nobreza. Na Europa, o século XVIII foi o seu auge. No século XIX, ganharam destaque os leques de renda, especialmente produzidos na Bélgica, com destaque para Bruxelas, famosa pela qualidade das suas rendas. Estes eram muito usados em casamentos e bailes, incluindo rendas como a Duchesse que deve o seu nome a Maria Henriqueta da Áustria, rainha da Bélgica, que foi grande admiradora e impulsionadora da indústria de rendas local. Hoje, o leque é sobretudo um objeto decorativo, de coleção ou adorno.
A peça pode ser apreciada na Câmara Municipal de Vila do Conde, de segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 20h.