Lançamento do Jornal Coreia #14Lançamento do Jornal Coreia #14

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Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre)
6
mar.

6
mar.
2026
21h30
Performance
Palcos
Lançamento do Jornal Coreia #14
com apresentação e performance 'The Erotic Clown' por Sepideh Khodarahmi

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Lançamento do Jornal Coreia #14
Vol d'oiseaux, 1982, de Odile Duboc. Aix en Provence. Foto: Christiane Robin. Cortesia da autora. Médiathèque du Centre National de la Danse - Fonds Odile Duboc

Fundado em 2019, o Coreia é uma publicação de carácter experimental, crítico e discursivo dedicada às artes em geral, mantendo com a dança uma relação estruturante. De periodicidade semestral, o jornal afirma-se como um fórum independente e internacionalista, centrado no discurso produzido pelas obras e pelos artistas. Nesse âmbito, privilegia a divulgação, em língua portuguesa, acolhendo formatos diversos que atravessam a partitura, o ensaio, a entrevista ou o manifesto.

No Coreia #14, a edição estrutura-se a partir de um conjunto de encontros, deslocações e experiências que cruzam corpo, memória e narrativa. Ricardo Valentim marca um ponto de partida — chegar tarde e sair cedo — enquanto, com Carlo Canún, no Cine Savoy, se evidencia um encontro de corpos que se convertem em texto e constroem as suas próprias histórias. Evoca-se o movimento coreográfico inconsciente e o voo quotidiano dos pássaros através da obra de Odile Duboc.

Com Xueying Peng, um gesto de cooperação inaugura a performance e transforma o espaço em imaginação partilhada; o espaço surge, assim, como consequência da ação. Por sua vez, Sarah Lewis reflete sobre um encontro diferido, confrontando o poder amargo da memória.

A edição convoca ainda as ferramentas críticas da CATPC e da Human Activities, desafiando a reconsideração de origens, responsabilidades e futuros. A aprendizagem da queda associa-se à confiança no chão, enquanto Catarina Câmara afirma o corpo e o movimento como instrumentos de relação com o mundo. Sepideh Khodarahmi explora a experiência do excesso; Itziar Okariz investiga o conhecimento através da respiração; Marine Chesnais experimenta os limites da apneia.

O corpo surge igualmente como arquivo de gestos, através de Marta Lopes Santos, e como construção narrativa situada entre o real e o imaginado, na proposta de Raphael Daibert. Sina Saberi convoca a memória do corpo enquanto referência do lugar. Entre dor e possibilidade, afirma-se a dança como prática de transformação coletiva, fundada no movimento conjunto e na persistência do gesto.

O lançamento desta edição é acompanhado pela performance The Erotic Clown, de Sepideh Khodarahmi, em colaboração com Cracked Bolos.

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The Erotic Clown, por Sepideh Khodarahmi

Equilibrando sedução, humor e desconforto, The Erotic Clown propõe o erotismo como um campo relacional e instável, que emerge através do excesso, do fracasso e da degradação material. A performance convoca o público a confrontar os seus próprios limiares de prazer e repulsa, questionando os modos como o valor erótico é produzido, regulado e desfeito no interior de sistemas sociais e estéticos. Trata-se de um convite a fruir a paisagem da articulação pélvica e a testemunhar uma narrativa inscrita em matéria orgânica e escombros.

Sepideh Khodarahmi, artista iraniano-sueca, desenvolve o seu trabalho entre a dança e o teatro, explorando as tensões entre prazer e repulsa, construção e destruição. A partir de um vocabulário que cruza movimento inspirado na cultura clubbing e no drag hipergénero, cria performances de forte intensidade física e simbólica, centradas na auto-objetificação, nas dinâmicas de poder e no absurdo.
Licenciada em Interpretação pela Academia de Música e Drama de Gotemburgo, estudou igualmente no Departamento de Matemática da Universidade de Estocolmo, no Broadway Dance Center, na Escola de Mímica da Academia de Teatro e Dança de Amesterdão e no PACAP 8, em Lisboa. Ao longo do seu percurso, colaborou com artistas como Hooman Sharifi, Marina Abramović e Meg Stuart, apresentando o seu trabalho em instituições e espaços de referência, entre os quais a Sophiensaele (Berlim), o Teatro Nacional Real de Estocolmo, o Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) e o Kiasma — Museu de Arte Contemporânea (Helsínquia).

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Assine o Coreia e receba-o em casa:
https://coreia.pt/

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Fundado em 2019, o Coreia é uma publicação de carácter experimental, crítico e discursivo dedicada às artes em geral, mantendo com a dança uma relação estruturante. De periodicidade semestral, o jornal afirma-se como um fórum independente e internacionalista, centrado no discurso produzido pelas obras e pelos artistas. Nesse âmbito, privilegia a divulgação, em língua portuguesa, acolhendo formatos diversos que atravessam a partitura, o ensaio, a entrevista ou o manifesto.

No Coreia #14, a edição estrutura-se a partir de um conjunto de encontros, deslocações e experiências que cruzam corpo, memória e narrativa. Ricardo Valentim marca um ponto de partida — chegar tarde e sair cedo — enquanto, com Carlo Canún, no Cine Savoy, se evidencia um encontro de corpos que se convertem em texto e constroem as suas próprias histórias. Evoca-se o movimento coreográfico inconsciente e o voo quotidiano dos pássaros através da obra de Odile Duboc.

Com Xueying Peng, um gesto de cooperação inaugura a performance e transforma o espaço em imaginação partilhada; o espaço surge, assim, como consequência da ação. Por sua vez, Sarah Lewis reflete sobre um encontro diferido, confrontando o poder amargo da memória.

A edição convoca ainda as ferramentas críticas da CATPC e da Human Activities, desafiando a reconsideração de origens, responsabilidades e futuros. A aprendizagem da queda associa-se à confiança no chão, enquanto Catarina Câmara afirma o corpo e o movimento como instrumentos de relação com o mundo. Sepideh Khodarahmi explora a experiência do excesso; Itziar Okariz investiga o conhecimento através da respiração; Marine Chesnais experimenta os limites da apneia.

O corpo surge igualmente como arquivo de gestos, através de Marta Lopes Santos, e como construção narrativa situada entre o real e o imaginado, na proposta de Raphael Daibert. Sina Saberi convoca a memória do corpo enquanto referência do lugar. Entre dor e possibilidade, afirma-se a dança como prática de transformação coletiva, fundada no movimento conjunto e na persistência do gesto.

O lançamento desta edição é acompanhado pela performance The Erotic Clown, de Sepideh Khodarahmi, em colaboração com Cracked Bolos.

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The Erotic Clown, por Sepideh Khodarahmi

Equilibrando sedução, humor e desconforto, The Erotic Clown propõe o erotismo como um campo relacional e instável, que emerge através do excesso, do fracasso e da degradação material. A performance convoca o público a confrontar os seus próprios limiares de prazer e repulsa, questionando os modos como o valor erótico é produzido, regulado e desfeito no interior de sistemas sociais e estéticos. Trata-se de um convite a fruir a paisagem da articulação pélvica e a testemunhar uma narrativa inscrita em matéria orgânica e escombros.

Sepideh Khodarahmi, artista iraniano-sueca, desenvolve o seu trabalho entre a dança e o teatro, explorando as tensões entre prazer e repulsa, construção e destruição. A partir de um vocabulário que cruza movimento inspirado na cultura clubbing e no drag hipergénero, cria performances de forte intensidade física e simbólica, centradas na auto-objetificação, nas dinâmicas de poder e no absurdo.
Licenciada em Interpretação pela Academia de Música e Drama de Gotemburgo, estudou igualmente no Departamento de Matemática da Universidade de Estocolmo, no Broadway Dance Center, na Escola de Mímica da Academia de Teatro e Dança de Amesterdão e no PACAP 8, em Lisboa. Ao longo do seu percurso, colaborou com artistas como Hooman Sharifi, Marina Abramović e Meg Stuart, apresentando o seu trabalho em instituições e espaços de referência, entre os quais a Sophiensaele (Berlim), o Teatro Nacional Real de Estocolmo, o Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) e o Kiasma — Museu de Arte Contemporânea (Helsínquia).

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Ficha Técnica

Contribuições #14: Carlo Canún, Catarina Câmara, Cercle d'Art des Travailleurs de Plantation Congolaise (CATPC) & Human Activities, Itziar Okariz com Isabel de Naverán, Marine Chesnais com Wilson Le Personnic, Marta Lopes Santos, Odile Duboc, Raphael Daibert, Sarah Lewis-Cappellari, Sepideh Khodarahmi, Sina Saberi, Xueying Peng | Direcção editorial: João dos Santos Martins | Editora adjunta: Clara Amaral | Design gráfico: Isabel Lucena, Rita Davis | Tradução: Joana Frazão, Pedro Cerejo, Pedro Morais | Revisão: Daniel Lühmann, Pedro Cerejo | Coordenação editorial e produção executiva: Maria Monteiro | Coprodução: Associação Parasita, Circular Associação Cultural | Administração: Catalina Lescano, Helena Baronet (Parasita) e Sofia Reis (Circular) | Apoio aos lançamentos: Espaço Parasita (Lisboa), Festival Periferias (Sintra), Linha de Fuga (Coimbra) | Apoio à distribuição: Camões - Instituto da Cooperação e da Língua | Agradecimentos: Christiane Robin, Françoise Michel, Juliette Riandey, Kiluanji Kia Henda, Maria José Fazenda, Médiathèque du Centre National de la Danse

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